
não quero iludir-me e, muito menos, desiludir-me. desta vez vou fazer um esforço para não me ligar, para não criar nenhum laço, mas está a ser tão difícil.
é sempre a mesma coisa! sempre que tudo aponta numa direcção vem uma bomba - largada por ti, claro - e troca as coordenadas todas do meu coração. perco o norte e o sul e dentro da minha cabeça só ficam as rotas que não deviam ficar. desta vez até reagi bem mas, confiança? neste momento, nenhuma. desculpa.
continuas a virar as costas e a bater a porta sempre que não sabes como ou não queres enfrentar as situações. nunca tentas, nunca te viras e falas comigo, nunca soubeste falar comigo. isso deixa-me triste, mostra-me que, afinal de contas e apesar de tudo, ainda não aprendeste nada e ainda não cresceste. talvez um dia te vires, fales comigo, me digas tudo o que queres e sentes e me digas que vieste para ficar e fiques. até lá, o som da porta a fechar e os teus passos cada vez mais escassos são tudo o que vou ouvir,