
a imensidade de recordações foi apagada, como se alguma vez eu tivesse achado isso possível, aliás, de tão impossível eu o considerar, acho que até rezava, pediu a um "alguém" superior que desconheço e desacredito para me ajudar e eu nunca acreditei nessas tretas, vê só o meu desespero. ai, vontade de rir agora tenho, depois de tanto ter lacrimejado, homem. podes não achar normal, mas eu percebo-te, eu também não acho, ou melhor, não achei no início, agora já me habituei à ideia de que é bom não ter-te por perto há tanto tempo, deixa-me feliz e com um enorme sorriso na cara. agora sim sei o que é amor, diria que tu foste uma paixão (estúpida). a noção que agora tenho de que nunca resultaria tornou-me mais consciente e "crescida", como tu nunca foste. adeus



não é premeditado mas por vezes encontro-me a questionar a mim mesma isto, o que toda a gente se questiona, admitindo tal ou não. questiono-me persistidamente se fiz tudo bem, se deveria ter optado por outros caminhos, melhores ou piores, se me levariam a uma maior ou menor felicidade, a uma melhor ou pior vida. sim, a nossa vida poderia ser muito diferente dependo das escolhas passadas, 'a vida é feita de escolhas' e isso não é segredo para ninguém. a cada dia que passa penso no que o antecedeu e penso se fiz tudo bem. mas sabes que mais? tudo isto me abandona o pensamento quando abro de manhã ou mesmo de madrugada o meu telemóvel e quando a sua luz se liga com a mesma rapidez com que eu abrira anteriormente os olhos e te vejo, aliás nos vejo, com um daqueles sorrisos cúmplices que trocamos inúmeras vezes - sem nos darmos conta em muitas delas - e esqueço tudo, todas as questões, todas as dúvidas de escolhas e sei que tenho comigo e só para mim, o melhor do mundo, o melhor de tudo, o melhor de ti, o melhor de mim, o melhor do amor (...) e aí sei que não alteraria nada .