quero que o tempo volte atrás, estou farta que ele não me obedeça. o tempo é um cabrão, quando queremos que pare - como eu quis tantas vezes, este ano - não pára, acelera. e , mesmo quando temos a leve impressão que ele abranda para nos fazer a vontade, é mentira. ele finge, cria uma aura, à nossa volta e parece que pára, mas não. ele pede ajuda ao amor, à amizade e a mais um ou dois sentimentos e engana-nos como mais ninguém nem nada fazem. quando queremos que se apresse e seja rápido - que nem o vento, nestes últimos dias - ele abranda e aumenta-nos a dor, a tristeza e outros que tais.tou farta do tempo, mas é suposto ele ser assim mesmo, pelo menos sempre foi assim, desde que me lembro.
faz um ano que te conheci e não vou estar contigo. ai! tem uma certa piada. tu vais estar a pensar em mim e eu em ti, mas veremos no que é que isto vai dar.
vou partilhar esta noite - de manhã - com a minha melhor, quem, ultimamente, melhor me percebe. juro que ainda não sei como é que os pais dela deixaram mas deixaram. mas vou aproveitar ao máximo.
Bom ano , para ti e para todos.





não quero nervosismos e muito menos as lágrimas, mas torna-se difícil com tudo o que se passa ao meu lado e principalmente, o que choca comigo quando menos espero. é impossível ignorar e não ficar nervosa e quando chego àquele ponto que mais receio, a ausência dos nervos é nula e as lágrimas começam a querer dar-me a provar o seu gosto, ao escorrerem-me pela pele, esta, já quase transpirada, com os poros muito abertos - devido ao tal nervosismo - começa então a ficar húmida. o meu já habitual tique nervoso - a minha perna que não pára quieta - fica pior e tudo o que eu quero é parar de tremer e chorar. por isso pára tu! pára de me fazer ficar destroçada, atraindo para mim tudo o que sejam maus sentimentos. eu adoro-te e não quero por nada chatear-me contigo, mas para isso preciso que te cales e que escutes, em silêncio. mesmo que não escutes a minha voz, escuta o meu pranto e o meu soluçar, até que ele páre, e nós também.









não é premeditado mas por vezes encontro-me a questionar a mim mesma isto, o que toda a gente se questiona, admitindo tal ou não. questiono-me persistidamente se fiz tudo bem, se deveria ter optado por outros caminhos, melhores ou piores, se me levariam a uma maior ou menor felicidade, a uma melhor ou pior vida. sim, a nossa vida poderia ser muito diferente dependo das escolhas passadas, 'a vida é feita de escolhas' e isso não é segredo para ninguém. a cada dia que passa penso no que o antecedeu e penso se fiz tudo bem. mas sabes que mais? tudo isto me abandona o pensamento quando abro de manhã ou mesmo de madrugada o meu telemóvel e quando a sua luz se liga com a mesma rapidez com que eu abrira anteriormente os olhos e te vejo, aliás nos vejo, com um daqueles sorrisos cúmplices que trocamos inúmeras vezes - sem nos darmos conta em muitas delas - e esqueço tudo, todas as questões, todas as dúvidas de escolhas e sei que tenho comigo e só para mim, o melhor do mundo, o melhor de tudo, o melhor de ti, o melhor de mim, o melhor do amor (...) e aí sei que não alteraria nada .


