
esse teu sorriso ainda me mata, tal e qual no primeiro dia.
aii, como tu sabes - e podes - brincar comigo.
mais uma vez fui na tua conversa e deixei-me levar por toda a atenção que me davas e - quando te vi - pelo teu sorriso, pelos teus olhares, pelo teu toque, pelo cavalheiro que ambos sabemos que és. eu - parva - deixei-me levar, mais uma vez. levaste-me contigo, como sempre, tiveste sempre todas as iniciativas (mais uma razão que me leva a estar tão irritada). apetece-me chamar-te tudo, revoltar-me e espancar-te, mesmo sabendo que depois acabaria por te beijar e abraçar como sempre.

"Não consigo, não consigo estar sem fazer nada e evitar pensar em ti. Hoje, por exemplo, lembrei-me de como me abraçaste para me aqueceres, pela primeira vez; de como dançaste comigo em plena passadeira sob a luz das estrelas, como se só nós existíssemos; de como me levaste para a água ao teu colo, quando só a lua nos podia ver; de como me agarravas como se não me fosses mais largar. E agora, lembro-me do teu corpo no meu, dos nossos olhares (in)discretos quando ainda não sabíamos de nada do que iria acontecer - ou tu já sabias?
vai mas volta. vai porque tens e volta porque queres. já sinto a tua falta e ainda não estás a 623 km de distância - como estarás nos próximos tempos. eu vou tentar manter a nossa promessa, tal como já te disse e vou pensar em ti, todos os dias. mas vai e volta rápido, trengo.
1- Quem é que nunca vais esquecer? Eu nunca esquecerei ninguém que tenha entrado na minha vida e, principalmente, no meu coração.
2- Alguém comanda a navegação da sua vida? Eu comando a navegação da minha vida, mas sou constantemente influenciada pelos meus amigos.
3- Oferecer o blog a 3 pessoas ou mais. Ofereço aos meus seguidores.
4- Comentar o blog da criadora. Esboços de tela é um blog com textos lindos e posts pessoais com os quais me identifico muitas das vezes, parabéns à Cátia.
não, eu não acredito que tenha acabado. sei que me iludi quando pensei numa possível decisão tua em que eu era o objectivo final, mas isto não acabou. o teu problema, o teu (único) defeito já eu sei qual é, é a tua falta de certeza e a tua indecisão constante. nunca te pediria para deixares tudo e ficares comigo, até porque nem eu me sinto preparada para tal mas não quero que acabe já e sei que tu também não. entreguei-me de alma e coração a ti e sei que tu fizeste o mesmo - sei porque o senti, porque nunca o escondeste quando estávamos juntos - mas por um lado gostava de sonhar mais um pouco, gostava de te sentir outra vez meu, mesmo que só o sentisse quando me abraçavas ou quando me dizias que só pensavas em mim. talvez tenhas razão quando dizes que eu mereço mais que isto, que mereço mais do que me podes dar mas neste momento isto é tudo o que quero. talvez seja uma atitude fraca da minha parte mas repito as vezes que forem precisas que neste momento só este rapaz perfeito - demais, como dizem - me interessa. pára de dizer que isto é para o meu bem, pára de me proteger e pára de te preocupar comigo. apetece-me iludir-me, apetece-me sentir o que senti, mesmo que nunca venha a ser mais que isto. de qualquer das maneiras, obrigada por me fazeres acreditar que podia sentir isto outra vez e obrigada por me mostrares que nunca nada há-de ser fácil e que a sorte nunca é completa e total.
é sempre a mesma coisa! sempre que tudo aponta numa direcção vem uma bomba - largada por ti, claro - e troca as coordenadas todas do meu coração. perco o norte e o sul e dentro da minha cabeça só ficam as rotas que não deviam ficar. desta vez até reagi bem mas, confiança? neste momento, nenhuma. desculpa.
continuas a virar as costas e a bater a porta sempre que não sabes como ou não queres enfrentar as situações. nunca tentas, nunca te viras e falas comigo, nunca soubeste falar comigo. isso deixa-me triste, mostra-me que, afinal de contas e apesar de tudo, ainda não aprendeste nada e ainda não cresceste. talvez um dia te vires, fales comigo, me digas tudo o que queres e sentes e me digas que vieste para ficar e fiques. até lá, o som da porta a fechar e os teus passos cada vez mais escassos são tudo o que vou ouvir,

estou a pôr-me aqui e agora à frente de tudo. estou a deixar-te para trás, algo que já devia ter feito há muito tempo. agora eu deixo jogar, deixo-me levar e nem quero saber do depois, não quero saber nem se vou ganhar nem o que vou ganhar. não sinto a presença da culpa, nem do arrependimento, sinto apenas uma vontade incontrolável de ver o tempo passar, de ver o jogo acontecer. talvez me esteja a iludir mas já nem tenho nada a perder. tenho o jogo e posso tentar jogar. a tua instabilidade fez com que me agarrasse ao desconhecido jogo, agarrei-me a algo que não sei o que é e, sinceramente, nem quero saber. o melhor disto tudo é que, para o agarrar, larguei-te e soube-me tão bem, finalmente. não me interessa se ganho alguma coisa ao passar na casa de partida ou se consigo fazer bluff e enganar o próprio jogo, isso não me preocupa. entrei no jogo sem nada e agora, deixo jogar.
vais e voltas, vais e voltas e esperas que te receba sempre de braços abertos, mas eu também tenho o direito de me revoltar. sinceramente, já estive mais preocupada do que estou, porque agora nem me sinto mal, só chateada. chateada com essas atitudes. não estou triste nem vou estar, mas chateada fico sempre, porque sei que não fiz nada de mal, ou pelo menos, nada que tu também não faças. o teu silêncio antes matava-me, agora já não. só quero que te decidas e optes por um estado que não varie muito, ou te calas e me deixas ou então não me deixas só quando te apetece, só quando não estás nos teus dias.
és muito complicado e não sou só eu que o acho, quem te conhece há anos diz que sempre o foste. se te percebo? claro que sim, és a pessoa que mais razões tem para o ser e não te culpo por isso. a vida foi, desde sempre, muito dura e irónica contigo e passaste por coisas que não desejo a ninguém. mas agora tens-me a mim. agora percebe-me tu: tenhas-me como tiveres, de que jeito for, tens-me, para te ouvir, para te abraçar e para te apoiar, sempre. gostava de estar sempre contigo, de te apoiar sempre porque tu és a companhia perfeita, és complicado e muito difícil de amar, mas és perfeito à tua maneira. nunca o deixaste de ser, nem quando me tratavas como nós sabemos, porque - mesmo nesses momentos - eu percebia-te. mas percebe-me tu, eu não consegui, não estava à altura, não consegui aguentar as tuas revoltas e a forma como descarregavas em quem - dizias tu - mais amavas. erraste, errámos, mas já passou e foste e és tu quem eu queria e quero que me diga o quanto me ama, mesmo antes de adormecer, és tu quem eu quero que seja o protagonista dos meus sonhos e dos meus dias, dos melhores e dos piores momentos, és tu quem eu quero ouvir e apoiar, és tu quem eu quero ver e sentir de dia e de noite, em qualquer lugar, és tu, por isso agora percebe-me tu.


mais uma vez e outra e outra . não sei para onde me virar, para quem me virar . opto pelo silêncio para não fazer pior , aliás para não pensarem pior . o silêncio é o melhor refúgio, nem sempre, mas hoje foi.


todos os dias acordo na esperança, com a ilusão que estás aqui de volta mas mais uma vez 'caio'. sonho contigo e digo-te agora que é o sonho mais real de todos e ninguém me convence de que não foi real, apenas o vazio me convence, quando acordo e olho para todos os lados e não estás e eu desejo regressar ao sono profundo e ver-te, tocar-te, sentir-te e desejar ficar assim para sempre. sim meu amor, eu a ti reservava-te o sempre e tu o que fizeste? nada. nunca pensei que o meu coração se resumisse neste melancólica e desprezível palavra mas foi isto que fizeste ao virar a cara ao nosso amor, aliás ao meu amor por ti, porque tu dizes que já não me amas, mas eu não sei se acredito. como é possível não me amares agora, se levavas todos os dias a repetir-me esta palavra e outros desvaneios que tais? eu não sei em que acreditar, tu tiraste-me a fé e a segurança. nem sabes, repito, nem sabes o quão bom é quando és meu amigo, não simples conhecido, mas amigo e me dizes aquelas palavras como dizias antes. dizes "eu estou aqui" e eu acredito, acredito que estás aqui e choro mas de felicidade, porque eu te sinto mesmo aqui, comigo. eu sei, acabou, mas não será este o verbo mais triste da nossa língua? acabar? eu prefiro dizer que nada acabou, demos um tempo a nós, um ao outro, mas tu continuas comigo, eu levo-te para todo o lado comigo e se tu dizes que já não me tens contigo, mentes, porque eu deixei aí ficar a minha marca nesse teu coração louco que pensa sempre que sabe o que quer, mas no fundo não sabe nada. eu sei, o passado é passado, mas o meu continua a viver no presente. no outro dia sonhei contigo, acordei, olhei para os lados e chorei, não estavas lá mais uma vez.




